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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Os tons das crônicas

Atividade em grupo: leitura e apresentação dos cronistas, identificando os tons das crônicas:


Falemos das flores (25 de novembro de 1855) José de Alencar
Falemos das flores.
O que é uma flor?
Será esta criação vegetal que na primavera se abre do botão de uma planta?
Não: a flor é o tipo da perfeição, é a mais sublime expressão da beleza, é um sorriso cristalizado, é um raio de luz perfumado.
Por isso há muitas espécies de flor.
Há as flores do vale - mimosas criaturas que vivem o espaço de um dia, que se alimentam de orvalho, de luz e de sombras.
Há as flores do céu - as estrelas, - que brilham à noite no seu manto azul, como os olhos de uma linda pensativa.
Há as flores do ar - as borboletas, - que têm nas suas asas ligeiras as mais belas cores do prisma.
Há as flores da terra - as mulheres, - rosas perfumadas que ocultam entre as folhas os seus espinhos.
Há as flores dos lábios - os sorrisos, lindas boninas que o menor sopro desfolha.
Há as flores do mar - as pérolas, - filhas do oceano que saem do seio das ondas para se aninharem no seio de uma mulher morena.
Há as flores da poesia - os versos, - às vezes tão cheios de perfumes e de sentimentos como a mais bela flor da primavera.
Há as flores d'alma - os sentimentos, - flores a que o coração serve de vaso, e as lágrimas de orvalho.
Há as flores da religião - as preces, - modestas violetas que perfumam a sombra e o retiro.
Há as flores da harmonia - os gorjeios - que brincam nos lábios mimosos de uma boquinha sedutora.
Há as flores do espírito - os ziguezagues, - que nascem sobre o papel como rosas silvestres e sem cultura.
(Não falo dos nossos ziguezagues, que, quando muito, são flores murchas).
Há enfim uma espécie de flor que é tão rara como a tulipa negra de Alexandre Dumas, como o cravo azul de Jean-Jacques, como o crisântemo azul de George Sand.
É a flor da vida, este sonho dourado, este puro ideal a que todos aspiram e de que tão poucos gozam.
Porque a flor da vida apenas vive um dia, como as rosas da manhã que a brisa da tarde desfolha.
E quando murcha, deixa dentro d'alma os seus perfumes, que são essas recordações queridas que nos sorriem ainda nos últimos tempos da existência.
Para uns a flor da vida nasce nos lábios de uma mulher; para outros no seio de um amigo.
Feliz do caminhante que à beira do bosque por onde passa colhe esta florzinha azul, espécie de urze cingida de uma coroa de espinhos.
Muitas vezes, depois de muitas fadigas, quando já tem as mãos feridas dos espinhos, e que vai colher a flor, ela se desfolha.
O vento soprou sobre ela, ou um verme roeu-lhe os estames.
Até aqui os meus leitores têm visto o mundo pelo prisma de uma flor; mas não se devem iludir com isso.
Algum velho político de cabelos brancos lhes dirá que isto são simples devaneios de uma imaginação exaltada.
A flor é a poesia, mas o fruto é a realidade, é a única verdade da vida.
Enquanto pois os poetas vivem à busca de flores, os homens sérios e graves, os homens práticos só tratam de colher os frutos.
Eles veem desabrochar as flores, exalar os seus perfumes, e esperam como o hortelão que chegue o outono e com ele o tempo da colheita.
E na verdade, a flor encerra sempre o germe de um fruto, de um pomo dourado, que outrora perdeu o homem, mas que é hoje a sua salvação.
A explicação disto me levaria muito longe, se eu não me lembrasse que até agora ainda não escrevi uma linha de revista, e ainda não dei aos meus leitores uma notícia curiosa.
Mas, a falar a verdade, não me agrada este papel de noticiador de coisas velhas, que o meu leitor todos os dias vê reproduzidas nos quatro jornais da corte, em primeira, segunda, e terceira edição.
Poderia dizer-lhe que depois da epidemia vai-se revelando uma outra epidemia de divertimentos, realmente assustadora.
Fala-se em clube artístico, em baile mascarado no teatro lírico, em passeios de máscaras pelas ruas, numa companhia francesa de vaudevilles, e em mil outras coisas que tornarão esta bela cidade do Rio de Janeiro um verdadeiro paraíso.
Neste tempo é que os folhetinistas baterão as asas de contentes, e não terão trabalho de escrever tiras de papel; preferirão ir ao baile, ao passeio, ao teatro, colher as flores de que hão de formar o seu bouquet de domingo.
Enquanto porém não chega esta bela quadra, essa primavera dos nossos salões, esse abril florido da nossa sociedade, não há remédio senão contentarmo-nos com o que temos, e em vez de rosas, apresentar ao leitor as folhas secas do ano.
A respeito de teatro, não falemos; é uma casa em cujo pórtico (digo pórtico figuradamente) a prudência parece ter gravado a inscrição de Dante: - Guarda e passa.
Se desprezais o aviso e entrais, daí a pouco tereis razão de arrepender-vos.
Sentai-vos em uma cadeira qualquer: a vossa direita está um gruísta; a vossa esquerda um chartonista.
Levanta-se o pano: representa-se a Norma ou a Fidanzata Corsa; canta uma das duas prima-donas, uma das duas prediletas do público.
- Bravo! grita o gruísta entusiasmado.
- Que exageração! diz o chartonista estirando o beiço.
- Divino!
- Oh! é demais!
- Sublime!
- Insuportável!
E assim neste crescendo continuam os dois dilettanti, de maneira que o vosso ouvido direito está sempre em completa oposição com o vosso ouvido esquerdo.
Cai o pano.
No intervalo conversai um pouco com os vossos vizinhos.
- É preciso ser completamente ignorante, diz o gruísta com o aplomb de um maestro, para não se apreciar a sublimidade do talento desta mulher!
Vós, meu leitor, que não quereis assinar um termo de ignorante, não tendes remédio senão confessar-vos gruísta, e em lugar de dois pontos de admiração dais três.
- Com efeito, é uma artista exímia!!!
Apenas acabais a palavra, quando o chartonista vos interroga do outro lado.
- É possível que um homem de gosto e de sentimento admita semelhantes exagerações?
Ficais embatucado; mas, se não quereis passar por homem de mau gosto, deveis imediatamente responder:
- Com efeito, não é natural.
Daí a um momento o vosso vizinho da direita retruca:
- Veja, todos os camarotes da 4a ordem estão vazios.
- É verdade!
Torna o vizinho esquerdo:
- Com esta chuva, que casa, hem!
- Boa!
Agora acrescentai a isto as desafinações do Dufrene, a rouquidão do Gentile, os cochilos do contra-regra, e fazei ideia do divertimento de uma noite de teatro.
Ao correr da pena. 2ª ed. São Paulo: Melhoramentos, s/d.


Ser brotinho  (Paulo Mendes Campos)
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e superior. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.
Ser brotinho é poder usar óculos enormes como se fosse uma decoração, um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que os coroas levam a sério, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. Aguardar na paciente geladeira o momento exato de ir à forra da falsa amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.
É telefonar muito, demais, revirando-se no chão como dançarina no deserto estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.
É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema, mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmãoe morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.
O amor acaba. 2ª- ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. © Joan A. Mendes Campos

Quem tem medo de mortadela?
Mário Prata

Modismo é conosco mesmo. O brasileiro adora inventar moda. E todo mundo vai atrás dela. A última do brasileiro é "primeiro mundo". Os publicitários nativos inventaram a expressão e agora tudo que nós queremos tem que ser coisa do "primeiro mundo".
O carro é do primeiro mundo, a bebida é do primeiro mundo, a mulher é do primeiro mundo. Cineastas querem fazer filme de primeiro mundo, diretores de teatro trazem a moda lá da Europa. E os preços, evidentemente, também são de primeiro mundo.
Será que não nos bastam os exemplos de Portugal, Espanha, Irlanda e Grécia, que se debruçaram na mamata da CEE e agora enfrentam uma séria recessão e desemprego?
Por que essa mania, de repente, de querer virar primeiro mundo? De terceiro para primeiro? Não seria o caso de fazer um estágio, antes, no segundo mundo?
Os do primeiro mundo adoram as coisas aqui do terceiro. Por exemplo, a caipirinha. Alemães, ingleses, americanos, suecos caem trôpegos pelas calçadas de Copacabana. Quer coisa rnais brasileira, mais terceiromundista, mais caipira e mais barata? Mas já estão avacalhando com ela. Agora já tem caipirinha de vodca e, pasmem, de rum. Caipirinha sempre foi e sempre será de cachaça. Coisa de caipira mesmo. E é esta bebida que os europeus vêm procurar aqui. Mas já meteram a vodca e o rum nela para ficar com cara de primeiro mundo. Vamos deixar a caipirinha caipira, brasileiros!
Toda essa introdução para chegar à mortadela. Ou mortandela, como preferem garçons e padeiros. Quer coisa mais brasileira que a mortadela? Claro que ela veio lá da Itália. Mas tornou-se, talvez pelo baixo preço, o petisco do brasileiro. O nome vem de murta, uma plantinha italiana que lhe valeu o nome. Infelizmente o brasileiro acha que mortadela é coisa de pobre, de faminto. E o que somos nós, cara-pálidas?
A cachaça e a mortadela são produtos do Brasil, do nosso querido terceiro mundo. Mas acontece que há um preconceito dos patrícios contra a cachaça e a mortadela. Contra a mortadela o caso é mais grave. Se você oferecer mortadela numa festa, vão te olhar feio. Você deve estar perto da falência.
Neste Natal e no Reveillon frequentei várias mesas, e em nenhuma havia mortadela. Queijos de primeiro mundo, vinho de primeiro mundo, perfumes de primeiro mundo, até um peru argentino eu comi. Mas mortadela que é bom, nada. Nem uma fatiazinha.
Quando o brasileiro irá assumir que a mortadela é a melhor entrada do mundo? Quando você for para a Europa, não adianta pedir dead her que não vai encontrar. Nem muerta dela.
Mas nem tudo está perdido. No dia primeiro do ano almocei com o casal Annette e Tenório de Oliveira Lima, e lá estava a mortadela, fresquinha no prato rósea. Um limãozinho em cima, um pedacinho de pão e viva o terceiro mundo, visto lá de cima do apartamento do Morumbi.
No mesmo dia, de noite, fui ao peemedebista Bar Nabuco, debaixo de frondosas sibipirunas da Praça Vilaboim e estava lá, no cardápio, toda sem-vergonha, a mortadela brasileira. Achei que estava começando bem o ano. Vai ser um Ano Bom, como se dizia antigamente. Se os novos-ricos do PMDB estão comendo mortadela, nem tudo está perdido. No Gargalhada Bar mais para PT, há um excelente sanduíche de mortadela.
E, nas boas padarias do ramo você ainda encontra a verdadeira mortadela, aquela que chega no balcão, feita na chapa, sem queimar muito, servida em pãezinhos saídos do forno.
Vamos deixar o primeiro mundo para lá. Vamos, este ano, tomar cachaça e comer mortadela. É muito mais barato ser pobre. Deixemos que o primeiro mundo exploda entre eles, mesmo tomando uísque escocês e comendo queijo fedido.
Por favor senhores brasileiros primeiro-mundistas, vamos deixar de frescura. Mortadela é o que há. É um barato.
Feliz 94 para todos vocês. Muita cachaça e muita mortadela. Apesar de tudo, o primeiro mundo é triste e melancólico. Continuemos felizes e alegres com a nossa cachaça e a nossa gostosa mortadela.
E que os candidatos à presidência deste nosso país do terceiro mundo não se esqueçam que o Jânio sempre se elegeu comendo "mortandela" e não caviar do primeiro mundo.
Publicada no jornal O Estado de S. Paulo, 5/1/1994.


A arte de ser avó  (Rachel de Queiroz)

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...
Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choros, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixados pelos arroubos juvenis.
[...]
E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
[...]
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesmo, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague...
O Homem e o Tempo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964. © by herdeira de Rachel de Queiroz








MEMÓRIAS LITERÁRIAS 7º A e B

ATIVIDADE:

Ler OS Textos abaixo e identificar o: Diário, Relato e Memórias Literárias:




Minha Vida de Menina 

Helena Morley
Quarta-feira, 28 de agosto (de 1895). 
Faço Hoje quinze Anos. Que Aniversário triste!
Vovó Chamou-me Cedo, ansiada Como ESTA, Coitadinha, e DEU-me hum vestido. Beijou-me e Disse: ". Sei Que Vai Ser Você. de Semper feliz, Minha filhinha, e Opaco Nunca se esquecerá de SUA avozinha Que LHE Quer tanto ". Como lágrimas correram LHE Pelo Rosto abaixo e eu larguei dos Braços dela e vim desengasgar-me Aqui no Meu Quarto, Chorando escondida. 
Como eu sofro de ver Opaco MESMO na cama, penando com ESTA, vovó Localidade: Não se Esquece de Mim e de MEUS deveres e Opaco eu Localidade: Não Fui o Opaco Desvio ter Sido Parágrafo ELA! Mas Juro Tudo POR, Aqui Nesta Hora, Opaco vovó melhorando eu Serei Um Anjo Parágrafo ELA e me dedicarei a ESTA avozinha Tão boa e Opaco me Quer Tanto. 
Vou ágora Entrar nenhuma in-in-quarto Parágrafo ve-la e JÁ sei o Que Ela me DiZer Vai ". Ja estudou SUAS Lições entao O O Vá se deitar, mas Adquirir OS Antes alguma Coisa Para comer O O Vá com Deus".
Minha Vida de Menina . São Paulo: Companhia das Letras, 1942.

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Mercador de Escravos 

Alberto da Costa e Silva
"Retornados QUANDO eu Morei na Nigéria, Ouvi de varios Descendentes de ex-Escravos do Brasil Opaco SEUS antepassados ​​trouxeram Consigo, um saquinho de Ouro em Pó. Opaco E OS Menos Afortunados desembarcavam los Lagos com Sistema Operacional Instrumentos de Seu ofício e alguns Rolos de tabaco, mantas de carne-seca e barriletes de cachaça, Parágrafo com Enguias Reiniciar a Vida. ê provável Que tenha Sido também ASSIM, com Seu contrabando de Ouro UO o Seu Tanto de fumo e jeritiba, Que alguns dos traficantes brasileiros instalados não golfo Fazer Benin OS SEUS começaram Negócios. 
Localidade: Não foi este, porem, AO parece Que, O Caso de Francisco Félix de Souza. Uma Menos Que estivesse mentindo, quando Disse AO reverendo Thomas Birch Freeman Opaco chegara à Costa SEM hum tostão e Opaco FORAM OS SEUS de indigência Primeiros Dias Africanos - Confissão corroborada POR UM Parágrafo de Teófilo Conneau, Nao se quali Afirma Que Francisco Félix começou a sofrer uma Carreira privações e Toda a sorte de Problemas. Contemporâneo Outro, o comandante Frederick E. Forbes, FOI Menos enfático, porem Claro: era Francisco Félix hum Homem pobre, quando Desceu na África. 
Que tenha Elemento, de inicio, Como declarou, conseguido sobreviver com OS búzios Opaco furtava dos Santuários dos deuses, Nao E de estranhar-se. Os Alimentos ERAM Muito Baratos Naquela Parte do Litoral. Numa das numerosíssimas barracas cobertas de palha do Grande Mercado de Ajuda, recebia-se da vendedora, Abrigada Solúcar o teto de palha UO sentada num Tamborete Atras trempe com Seu tacho Quente, um naco de carne Salpicado de malagueta contra Três Dois UO Cauris. Custava Outro Tanto hum bocado de inhame, semienvolto num Pedaço de Folha de bananeira e encimado POR lascas de peixe seco. E TALVEZ SE POR UMA obtivesse Só conchinha hum acará.
Francisco Félix de Souza, mercador de Escravos.  Rio de Janeiro:. Nova Fronteira Editora da UERJ, 2004.


Memória de Livros 

(Oficina 5) João Ubaldo Ribeiro
[...] Morávamos Semper los casarões Enormes, de Grandes Portas, varandas e tetos altíssimos, e Meu Pai, Que Semper Gostou Das novidades Ultimas Tecnológicas, trazia Parágrafo era Casa Tudo Quanto Tipo de Geringonça moderna Opaco aparecia. Fomos a Primeira Família da vizinhança a ter UMA Geladeira e recebemos Visitas Parágrafo examinar o Impressionante Armário Branco Opaco esfriava Tudo. QUANDO OS surgiram discotecas Primeiros long play, JA UMA tínhamos vitrola apropriada e Meu pai comprava Montanhas de Gravações dos Clássicos, Opaco Elemento Proprio se recusava a Ouvir, mas nn obrigava a escutar e Comentar.


Nada, porem, era Livros Como OS. Toda a Família Semper FOI POR obsedada Livros e Como Vezes AINDA arma Brigas ferozes POR Causa DE LIVROS, Entre acusações mútuas de furto UO apropriação indébita. Meu Avô furtava Livros de Meu Pai, Meu pai furtava Livros Meu Avô de, eu furtava Livros de Meu pai e Minha Irmã ATÉ Hoje Furta Livros de Todos NOS. moramos A Maior Casa Onde, MAIS OU Menos UMA Partir da Época los Opaco Aprendi a ler, tinha UMA sala Reservada Parágrafo uma Biblioteca e gabinete de Meu pai, mas OS Livros Localidade:. Localidade: Não cabiam Nela - na Verdade, mal cabiam na Casa . E, embora OS Interesses Básicos DELE fossem Direito e História, Livros OS ERAM sobre de Todos os assuntos e de Todos os TIPOS Ocultas ATE MESMO Ciências , ASSUNTO Opaco fascinava Meu pai e Fazia com Opaco Elementos Como Vezes se trancasse na Companhia de uns Desenhos esotéricos, Parágrafo DEPOIS Sair e Dirigir Olhares magnéticos AOS circunstantes, um Só Que ninguem ligava e Elementos desistia TEMPORARIAMENTE. Havia uns Livros sobre hipnotismo e, DEPOIS de LER UM Deles, hipnotizei hum peru Opaco nn tinha Sido dado Parágrafo hum Natal e Opaco, Como jamais ninguem lembrou de assa-lo, Passou a residir no quintal e, sei nao Por Que, era conhecido Como Lúcio. Minha Mãe se impressionou o o Porque, ASSIM Opaco começei MEUS Passa Hipnóticos, Lúcio estacou, pareceu engolir seco los e ficou paralisado, mas Meu Pai - TALVEZ o Elemento o Porque Proprio Nunca tenha conseguido hipnotizar nada, apesar de inúmeras Tentativas - declarou que Aquilo Localidade: Não tinha nada com hipnotismo , era o era o Porque Lúcio na Verdade UMA perua e tinha Pensado Que eu era o peru. [...] [...] Durante Toda a Minha infância, havia Dois TIPOS Básicos de Leitura Lá em Casa: a eA Livre compulsória, ESTA Jornal jornal Última Dividida los Dois subtipos-a Livre incerta propriamente dita ea. Uma compulsória variava conforme à Disposição de Meu pai. Havia UMA LEITURA los Voz Alta de poemas, Trechos de Peças de teatro e Discursos Clássicos, EM Opaco Nossa dicção e entonação ERAM invariavelmente descritas Como o Pior desgosto Opaco Elemento tinha na Vida. Líamos Homero, Camões, Horácio, Jorge de Lima, Sófocles, Shakespeare, Euclides da Cunha, dezenas de OUTROS. Muitas Vezes Localidade: Não entendíamos Nada líamos Fazer Que, mas gostávamos daquelas Palavras sonoras, daqueles Conflitos Entre Estranhos gente de nomos Exóticos, e da Expressão comovida de Minha Mãe, com pena de Antígona e torcendo POR Heitor na Iliada. DEPOIS de CADA Leitura, Meu pai Fazia SUA palestra de Rotina sobre Nossa ignorancia e, AndAndo Para cima e Parágrafo Baixo de pijama na varanda, dava aula UMA grandiloquente sobre o ASSUNTO da Leitura, UO sobre o autor do Texto, aula ESTA OS Vizinhos que muitas Vezes vinham Assistir. TAMBEM OS tínhamos Resumos-Escritos UO Orais-das Leituras, Como Cópias ( começadas quando Elementos, com grande escandalo, descobriu Que eu Localidade: Não entendia o Direito ponto-e-vírgula e me obrigou a Copiar sermões do Padre Antônio Vieira, n º Aprender a o ponto-e-vírgula USAR) e OS Trechos de decorar . [...]

Um brasileiro los Berlim . Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.

terça-feira, 6 de maio de 2014

INTERPRETAÇÃO DA CRÔNICA: A ÚLTIMA CRÔNICA ( Fernando Sabino)

Memórias Literárias ( 8º A e C

Atividade: 
Ler OS Textos abaixo e identificar o: Diário, Relato e Memórias Literárias:



Minha Vida de Menina 

Helena Morley
Quarta-feira, 28 de agosto (de 1895). 
Faço Hoje quinze Anos. Que Aniversário triste!
Vovó Chamou-me Cedo, ansiada Como ESTA, Coitadinha, e DEU-me hum vestido. Beijou-me e Disse: ". Sei Que Vai Ser Você. de Semper feliz, Minha filhinha, e Opaco Nunca se esquecerá de SUA avozinha Que LHE Quer tanto ". Como lágrimas correram LHE Pelo Rosto abaixo e eu larguei dos Braços dela e vim desengasgar-me Aqui no Meu Quarto, Chorando escondida. 
Como eu sofro de ver Opaco MESMO na cama, penando com ESTA, vovó Localidade: Não se Esquece de Mim e de MEUS deveres e Opaco eu Localidade: Não Fui o Opaco Desvio ter Sido Parágrafo ELA! Mas Juro Tudo POR, Aqui Nesta Hora, Opaco vovó melhorando eu Serei Um Anjo Parágrafo ELA e me dedicarei a ESTA avozinha Tão boa e Opaco me Quer Tanto. 
Vou ágora Entrar nenhuma in-in-quarto Parágrafo ve-la e JÁ sei o Que Ela me DiZer Vai ". Ja estudou SUAS Lições entao O O Vá se deitar, mas Adquirir OS Antes alguma Coisa Para comer O O Vá com Deus".
Minha Vida de Menina . São Paulo: Companhia das Letras, 1942.

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Mercador de Escravos 

Alberto da Costa e Silva
"Retornados QUANDO eu Morei na Nigéria, Ouvi de varios Descendentes de ex-Escravos do Brasil Opaco SEUS antepassados ​​trouxeram Consigo, um saquinho de Ouro em Pó. Opaco E OS Menos Afortunados desembarcavam los Lagos com Sistema Operacional Instrumentos de Seu ofício e alguns Rolos de tabaco, mantas de carne-seca e barriletes de cachaça, Parágrafo com Enguias Reiniciar a Vida. ê provável Que tenha Sido também ASSIM, com Seu contrabando de Ouro UO o Seu Tanto de fumo e jeritiba, Que alguns dos traficantes brasileiros instalados não golfo Fazer Benin OS SEUS começaram Negócios. 
Localidade: Não foi este, porem, AO parece Que, O Caso de Francisco Félix de Souza. Uma Menos Que estivesse mentindo, quando Disse AO reverendo Thomas Birch Freeman Opaco chegara à Costa SEM hum tostão e Opaco FORAM OS SEUS de indigência Primeiros Dias Africanos - Confissão corroborada POR UM Parágrafo de Teófilo Conneau, Nao se quali Afirma Que Francisco Félix começou a sofrer uma Carreira privações e Toda a sorte de Problemas. Contemporâneo Outro, o comandante Frederick E. Forbes, FOI Menos enfático, porem Claro: era Francisco Félix hum Homem pobre, quando Desceu na África. 
Que tenha Elemento, de inicio, Como declarou, conseguido sobreviver com OS búzios Opaco furtava dos Santuários dos deuses, Nao E de estranhar-se. Os Alimentos ERAM Muito Baratos Naquela Parte do Litoral. Numa das numerosíssimas barracas cobertas de palha do Grande Mercado de Ajuda, recebia-se da vendedora, Abrigada Solúcar o teto de palha UO sentada num Tamborete Atras trempe com Seu tacho Quente, um naco de carne Salpicado de malagueta contra Três Dois UO Cauris. Custava Outro Tanto hum bocado de inhame, semienvolto num Pedaço de Folha de bananeira e encimado POR lascas de peixe seco. E TALVEZ SE POR UMA obtivesse Só conchinha hum acará.
Francisco Félix de Souza, mercador de Escravos.  Rio de Janeiro:. Nova Fronteira Editora da UERJ, 2004.


Memória de Livros 

(Oficina 5) João Ubaldo Ribeiro
[...] Morávamos Semper los casarões Enormes, de Grandes Portas, varandas e tetos altíssimos, e Meu Pai, Que Semper Gostou Das novidades Ultimas Tecnológicas, trazia Parágrafo era Casa Tudo Quanto Tipo de Geringonça moderna Opaco aparecia. Fomos a Primeira Família da vizinhança a ter UMA Geladeira e recebemos Visitas Parágrafo examinar o Impressionante Armário Branco Opaco esfriava Tudo. QUANDO OS surgiram discotecas Primeiros long play, JA UMA tínhamos vitrola apropriada e Meu pai comprava Montanhas de Gravações dos Clássicos, Opaco Elemento Proprio se recusava a Ouvir, mas nn obrigava a escutar e Comentar.


Nada, porem, era Livros Como OS. Toda a Família Semper FOI POR obsedada Livros e Como Vezes AINDA arma Brigas ferozes POR Causa DE LIVROS, Entre acusações mútuas de furto UO apropriação indébita. Meu Avô furtava Livros de Meu Pai, Meu pai furtava Livros Meu Avô de, eu furtava Livros de Meu pai e Minha Irmã ATÉ Hoje Furta Livros de Todos NOS. moramos A Maior Casa Onde, MAIS OU Menos UMA Partir da Época los Opaco Aprendi a ler, tinha UMA sala Reservada Parágrafo uma Biblioteca e gabinete de Meu pai, mas OS Livros Localidade:. Localidade: Não cabiam Nela - na Verdade, mal cabiam na Casa . E, embora OS Interesses Básicos DELE fossem Direito e História, Livros OS ERAM sobre de Todos os assuntos e de Todos os TIPOS Ocultas ATE MESMO Ciências , ASSUNTO Opaco fascinava Meu pai e Fazia com Opaco Elementos Como Vezes se trancasse na Companhia de uns Desenhos esotéricos, Parágrafo DEPOIS Sair e Dirigir Olhares magnéticos AOS circunstantes, um Só Que ninguem ligava e Elementos desistia TEMPORARIAMENTE. Havia uns Livros sobre hipnotismo e, DEPOIS de LER UM Deles, hipnotizei hum peru Opaco nn tinha Sido dado Parágrafo hum Natal e Opaco, Como jamais ninguem lembrou de assa-lo, Passou a residir no quintal e, sei nao Por Que, era conhecido Como Lúcio. Minha Mãe se impressionou o o Porque, ASSIM Opaco começei MEUS Passa Hipnóticos, Lúcio estacou, pareceu engolir seco los e ficou paralisado, mas Meu Pai - TALVEZ o Elemento o Porque Proprio Nunca tenha conseguido hipnotizar nada, apesar de inúmeras Tentativas - declarou que Aquilo Localidade: Não tinha nada com hipnotismo , era o era o Porque Lúcio na Verdade UMA perua e tinha Pensado Que eu era o peru. [...] [...] Durante Toda a Minha infância, havia Dois TIPOS Básicos de Leitura Lá em Casa: a eA Livre compulsória, ESTA Jornal jornal Última Dividida los Dois subtipos-a Livre incerta propriamente dita ea. Uma compulsória variava conforme à Disposição de Meu pai. Havia UMA LEITURA los Voz Alta de poemas, Trechos de Peças de teatro e Discursos Clássicos, EM Opaco Nossa dicção e entonação ERAM invariavelmente descritas Como o Pior desgosto Opaco Elemento tinha na Vida. Líamos Homero, Camões, Horácio, Jorge de Lima, Sófocles, Shakespeare, Euclides da Cunha, dezenas de OUTROS. Muitas Vezes Localidade: Não entendíamos Nada líamos Fazer Que, mas gostávamos daquelas Palavras sonoras, daqueles Conflitos Entre Estranhos gente de nomos Exóticos, e da Expressão comovida de Minha Mãe, com pena de Antígona e torcendo POR Heitor na Iliada. DEPOIS de CADA Leitura, Meu pai Fazia SUA palestra de Rotina sobre Nossa ignorancia e, AndAndo Para cima e Parágrafo Baixo de pijama na varanda, dava aula UMA grandiloquente sobre o ASSUNTO da Leitura, UO sobre o autor do Texto, aula ESTA OS Vizinhos que muitas Vezes vinham Assistir. TAMBEM OS tínhamos Resumos-Escritos UO Orais-das Leituras, Como Cópias ( começadas quando Elementos, com grande escandalo, descobriu Que eu Localidade: Não entendia o Direito ponto-e-vírgula e me obrigou a Copiar sermões do Padre Antônio Vieira, n º Aprender a o ponto-e-vírgula USAR) e OS Trechos de decorar . [...]

Um brasileiro los Berlim . Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.


CAFÉ LITERÁRIO 7º B

Apos Estudos sistemáticos Acerca do Gênero poema, Os educandos elaboraram SEUS poemas e declamaram nessa Manhã no  "Café Literário".  Seguem algumas fotos  para ficarmos de água na boca:






























sábado, 3 de maio de 2014

PREDICADO NOMINAL (8° ANO)




Atividade: Aspectos Linguísticos

 

1. Imagine que um pai, ao chegar do trabalho, encontra sobre a mesa da sala de jantar um comunicado da direção da escola em que seu filho estuda. Trata-se de um convite para uma reunião.  
CMJMA – Colégio Municipal José Mendes de Andrade

Ipiaú, 16 de Maio de 2014
Prezados Srs. Pais, sras. Mães e/ou responsáveis,
A direção do colégio preocupa-se muito.
Por isso faremos.
Precisamos no dia 16 de Maio de 2014, às 20 horas, porque sem sua participação nada  poderemos decidir.
Por isso, nós convidamos, já que o assunto interessa.
Sem certas medidas, as propostas desta escola não funcionarão.
Atenciosamente.
A Direção
a. Um comunicado  deve conter as informações que garantam a  interlocução. Reescreva-o, completando-o. Para isso,  procure responder às perguntas:
O que fará a direção da escola?
Do que ela precisa? A escola convida quem?
O assunto interessa a quem?
2. Observe os verbos do comunicado que precisaram de complementos.
a. Quais deles são transitivos diretos, ou seja, quais são os que precisam de um complemento sem o uso da preposição?
b. Quais deles são transitivos indiretos, ou seja,  quais são os que precisam de um complemento por meio de uma preposição?
c. Quais foram as preposições usadas para ligar os verbos aos seus complementos?
3. Retire do texto o único verbo intransitivo, isto é aquele que apresenta sentido completo.     


Texto: Planeta Água


Guilherme Arantes
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...  
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...   
Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora


Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...   
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...  
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra Pro fundo da terra...  
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água Terra! Planeta Água...(2x)  

 Após a audição da música – Planeta água , respondam às questões seguinte:
1. Nessa canção, Guilherme Arantes, descreve o percurso realizado pelas águas.
a. Qual é o verbo que indica o início desse percurso?
b. Qual verbo indica o seu final?
2.a.  Retire do texto os verbos que indicam ação.
b. Qual é o sujeito desses verbos?
3. Aponte o complemento dos verbos seguintes: abre, faz, levam, banham, matam, movem, encharcam e evapora.

4. O sujeito é o termo que estabelece com o verbo uma relação de concordância.
Exemplifique a afirmação acima com frases retiradas do texto.
5. Compare os verbos nas frases:
Águas que caem das pedras...; dormem no leito dos lagos;  vai-se pro céu... Água que nasce na fonte...; voltam pro fundo da terra...
a. Qual desse verbos já traz em si a informação a ser dada, isto é, não necessita de outras para lhe completar o sentido?
b. Quais são os verbos que, apesar de  conterem em si a informação a ser dada, são acompanhados de  expressões circunstanciais  indispensáveis à construção do sentido veiculado no contexto?
6. Observe os verbos presentes nas três primeiras estrofes da canção.
a. São verbos significativos ou de ligação?
b. Qual o tipo de predicado presentes nessas estrofes?
c. Considerando que:
O predicado verbal indica a ação realizada pelo sujeito da oração 
O predicado nominal indica características do sujeito, como qualidade e estado.

 Responda: por que há esse único tipo de predicado nessas estrofes?

7. Os verbos também  contribuem para expressar estado. Observe o verso abaixo.  Veja que ao suprimir o verbo de ligação  a informação não foi alterada.

 Gotas de água da chuva são lágrimas da inundação. Gotas de água da chuva: lágrimas da inundação.

a. Reescreva a última frase da canção, substituindo a vírgula  por um verbo.
b. Qual verbo você usou para reescrever o último verso da questão?
c. Como se classifica o predicado da frase reescrita? Por quê?
8. Você concorda com a indicação do autor de que o nome do planeta  poderia ser  Água? Justifique.






 Atividade:Produção de texto 

 

Leia o poema: Teu nome(Vinícius de Moraes)
Teu nome, Maria Lúcia
Tem qualquer coisa que afaga
Como uma lua macia
Brilhando à flor de uma vaga.

Parece um mar que marulha
De manso sobre uma praia
Tem o palor que irradia
A estrela quando desmaia.
É um doce nome de filha
É um belo nome de amada
Lembra um pedaço de ilha
Surgindo de madrugada.
Tem um cheirinho de murta
E é suave como a pelúcia
É acorde que nunca finda
É coisa por demais linda
Teu nome, Maria Lúcia...

Proposta de produção de texto:

Tome como base a canção de Guilherme Arantes e o poema de Vinícius de Moraes,produza  um poema, utilizando predicados verbais e nominais para informar, respectivamente, ações e características  de uma pessoa que seja importante para você.
Lembre-se de que você pode  deixar implícitos os verbos de ligação.
Estabeleça como interlocutores, seus colegas e o(a) professor(a).Dê um título ao poema.



Na Casa dos Pronomes


— Chega de adjetivos — gritou a menina. — Eu não sei porque
tenho grande simpatia pelos pronomes e queria visitá-los já.
— Muito fácil — respondeu o rinoceronte. — Eles moram
naquelas casinhas ali em frente. A primeira, menor, é a dos
pronomes pessoais.
E todos se dirigiam para casa dos pronomes pessoais,
enquanto Quindim ia explicando que os pronomes são palavras que também não possuem
pernas e se movimentam amarradas aos verbos.
Emília bateu na porta — toque, toque, toque. Veio abrir o pronome eu.
— Entrem, não façam cerimônia.
Narizinho fez as apresentações.
— E os seus companheiros, os outros pronomes pessoais? — perguntou Emília.
— Estão lá dentro jantando.
À mesa do refeitório achavam-se os pronomes tu, ele, ela, nós, vós, eles e elas. Esses
figurões eram servidos pelos pronomes oblíquos, que tinham o pescoço torto e lembravam
corcundinhas. Os meninos viram lá o o, o os, o a, o as, o me, o mim, o comigo, o nos, o
conosco, o te, o ti, o contigo, o vos, o convosco, o lhe, o lhes, o se, o si e o consigo.
Dezenove pronomes oblíquos.
— Que luxo de criadagem! — admirou-se Emília.
— Cada pronome tem a seu serviço, vários criadinhos oblíquos.
— E ainda há outros serviçais, os pronomes de tratamento, lá no quintal tomando sol. São eles:
fulano, sicrano, você, Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Majestade e outros.Trecho adaptado de Monteiro Lobato. Emília no país da gramática. São Paulo: Brasiliense, 1994.






 Atividade: Leitura, interpretação e Produção textual


Amor E Sexo (Rita Lee)
Composição: Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...
Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..
Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...
Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!
Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!

1 - Observe a letra da música e responda:
a. Toda a música é organizada em torno de que tipo de predicado? Justifique com alguns exemplos.
b. Baseando-se na canção “Amor e Sexo” de Rita Lee,  produza um texto, em forma de poema, definindo   “Amor e amizade”.
b. Façam uma paródia da melodia da canção de Rita Lee. O grupo poderá optar por declamar ou cantar a canção criada.